Plano demais. Talvez seja os pampas, talvez os alazões. Não se vê mais cavalos por aqui, só carros provavelmente roubados. Nas fronteiras as leis se flexibilizam.
Mesmo sem saber direito onde era, entrei. Um pouco de poeira, um moleque massando barro, uma menina estendendo roupas no quintal. É sempre assim, meio bar, meio vida de alguém. Ali todos desconfiam da própria sombra, afinal é fronteira. Perto do Brasil, eles dizem. Mas sempre foi de lá que fugi. Como pode um lugar ser tão belo? Ter tanto ouro, tanto minério, tanto petróleo... tantos canalhas. O Brasil é um pais de canalhas.
Quando saem, todos comemoram... mas nunca esquecem.
O Brasil é o melhor lugar, mas as vezes é preciso encontrar um passado, uma vida, uma mentira bem contada.
Foi por isso que saiu. Hercules Del Marco foi o nome.
Num deserto de sentidos, qualquer coisa que lhe valha uma boa dose serve. Olá! Falou. Uma criança correu e o pai chamou. Uma bebida no balcão, uma ficha na jukebox e uma noite a mais viveu.
Depois que entrou, do resto tentou esquecer. Mais gente chegou... e talvez tenha algo para escrever.
Outro dia;
Talvez.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
E assim foi...
Ah! Sair nesse frio de lascar nunca foi problema pra ele. Ninguém é capaz de sentir frio depois de quatro cana na veia. Corre, sobe, sente, grita, dorme... amanhece. Quando olha para o filho, algo muito maior grita-lhe na cabeça. Seja! Compareça!
Vagabundo, alguns gritavam; estranho, outros confirmavam. Sozinho, ninguem notava.
Nem era por isso que lutava.
Dignidade, nem que seja na morte. Honestidade, talvez pensassem.
Que sozinho, ninguem morresse.
Sem sentido, alguem ficasse.
Para que tudo que acontece num dia desse
Cantado,
Para sempre
Todos lembrassem!!!
Espelho
Tudo que precisamos é alimento
Desde a primeira luz, até o fim da alimentação
Só escuridão
Corremos
Cantamos
Celebramos
O encontro, o ilustre... alguém
Sempre soube que seria voce
Nem tentou ser difente
Gente que só pode fazê
De barriga cheia, porque cem
Barriga vazia só pra se diver ti
Aqui agora
Só queremos
Dormir
... sem sentir
Que cem você
Não consigo se di versos mente
Ti
Desde a primeira luz, até o fim da alimentação
Só escuridão
Corremos
Cantamos
Celebramos
O encontro, o ilustre... alguém
Sempre soube que seria voce
Nem tentou ser difente
Gente que só pode fazê
De barriga cheia, porque cem
Barriga vazia só pra se diver ti
Aqui agora
Só queremos
Dormir
... sem sentir
Que cem você
Não consigo se di versos mente
Ti
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Mais um pouco de tudo
Qual o peso do tempo? E a dor do tempo?
Tempo da dor...
Templo do peso
Todos queremos ser magros, belos e saudáveis.
Em tempo, não dá para conseguir
Talvez depois de muito reprimir
Será que dói viver sem mentir?
Contra o espelho,
Contra o tempo,
Contra a sobrevivência
Fome de tudo, alguns dizem
Fome de sentido, poucos percebem
Comâmos e bebâmos a existência
Mesmo que certo não seja
Uma noite apenas
Mais torresmo e cerveja!!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Conto de outra noite

Outra noite na mesma. Ok. Você chega em casa se perguntando se vale mesmo a pena; tem outro jeito? O problema são os outros. Todas essas pessoas que olham para sua cara escrota e fazem aquela expressão já conhecida - derrota é o sobrenome desse cara. Claro está que você não liga muito pra isso, ou o contrário? Ligar o foda-se sempre foi a melhor saída... o problema é que você acaba se fudendo também. Vergonha alheia, diriam os mais filosóficos terapeutas virtuais que acumulam na sua caixa de e-mails e nos comentários das redes sociais. O carro velho ainda consegue te levar pra casa e o sofá mofado é o trono de um looser. Ter um empreguinho de merda tem apenas uma vantagem: o vale refeição pode ser transformado numa garrafa de wisky de média qualidade. Enquanto dá a primeira emborcada, mantem a garrafa aberta para completar a segunda dose no copo de requeijão. Foda-se. Acende um cigarro e dá um play nos Stooges. É desse tipo de vida que estou falando!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Meio que voltando
Será que estou querendo bater meu próprio recorde de tempo de inatividade do blog?
O que eu sei é que ultimamente, desde que o Renqui foi viajar pelas Cordilheiras dos Andes, não tenho tido muita vontade de escrever aqui.
Talvez seja a falta das bebedeiras intermináveis em bordéis de quinta categoria ou a simples ausência de uma parte da gente que teima em jogar pra fora toda a porcaria encalhada nos recônditos da (in)consciência.
A quem quero enganar? É pura preguiça mesmo!
Outro dia encontrei meu velho amigo (a)Ventura. Quantos rascunhos de poesias inacabadas em apenas uma noite de churrasco, cachaça e música de qualidade duvidável. Mas acho que não foi tudo... no outro dia, pelo que fiquei sabendo, ele continuou jogando pra fora algumas inomináveis partes de "si mesmo". Coitada da esposa que teve que lavar tanto vômito. Um beijo Lilian!
Mais do Adilson aqui:
http://des-venturas-simbolicas.blogspot.com/
Prometo sequestrar nosso velho bloquinho de poesias etílicas e transcrever algumas delas aqui.
Enquanto isso, vou escrever algumas porcarias para postar aqui e matar a sede dos meus milhares de leitores.
Tâmo de volta!!!
O que eu sei é que ultimamente, desde que o Renqui foi viajar pelas Cordilheiras dos Andes, não tenho tido muita vontade de escrever aqui.
Talvez seja a falta das bebedeiras intermináveis em bordéis de quinta categoria ou a simples ausência de uma parte da gente que teima em jogar pra fora toda a porcaria encalhada nos recônditos da (in)consciência.
A quem quero enganar? É pura preguiça mesmo!
Outro dia encontrei meu velho amigo (a)Ventura. Quantos rascunhos de poesias inacabadas em apenas uma noite de churrasco, cachaça e música de qualidade duvidável. Mas acho que não foi tudo... no outro dia, pelo que fiquei sabendo, ele continuou jogando pra fora algumas inomináveis partes de "si mesmo". Coitada da esposa que teve que lavar tanto vômito. Um beijo Lilian!
Mais do Adilson aqui:
http://des-venturas-simbolicas.blogspot.com/
Prometo sequestrar nosso velho bloquinho de poesias etílicas e transcrever algumas delas aqui.
Enquanto isso, vou escrever algumas porcarias para postar aqui e matar a sede dos meus milhares de leitores.
Tâmo de volta!!!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Processo
Uma poesia começa assim
Sem propósito
Sem razão
Tipo um sentimento
Como uma necessidade
Um certa vontade
Que passa
E o arrependimento vem
Um meio terrível
Vazio, escuro, doloroso
Relaxante
Tranquilo
Porque o fim está perto
Amor
Nada melhor para se sentir
Completo
Finalizado!
Sem propósito
Sem razão
Tipo um sentimento
Como uma necessidade
Um certa vontade
Que passa
E o arrependimento vem
Um meio terrível
Vazio, escuro, doloroso
Relaxante
Tranquilo
Porque o fim está perto
Amor
Nada melhor para se sentir
Completo
Finalizado!
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