quarta-feira, 15 de junho de 2011

Outro do mesmo jeito...

Plano demais. Talvez seja os pampas, talvez os alazões. Não se vê mais cavalos por aqui, só carros provavelmente roubados. Nas fronteiras as leis se flexibilizam.
Mesmo sem saber direito onde era, entrei. Um pouco de poeira, um moleque massando barro, uma menina estendendo roupas no quintal. É sempre assim, meio bar, meio vida de alguém. Ali todos desconfiam da própria sombra, afinal é fronteira. Perto do Brasil, eles dizem. Mas sempre foi de lá que fugi. Como pode um lugar ser tão belo? Ter tanto ouro, tanto minério, tanto petróleo... tantos canalhas. O Brasil é um pais de canalhas.
Quando saem, todos comemoram... mas nunca esquecem.
O Brasil é o melhor lugar, mas as vezes é preciso encontrar um passado, uma vida, uma mentira bem contada.
Foi por isso que saiu. Hercules Del Marco foi o nome.
Num deserto de sentidos, qualquer coisa que lhe valha uma boa dose serve. Olá! Falou. Uma criança correu e o pai chamou. Uma bebida no balcão, uma ficha na jukebox e uma noite a mais viveu.
Depois que entrou, do resto tentou esquecer. Mais gente chegou... e talvez tenha algo para escrever.
Outro dia;
Talvez.

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