Descer é preciso!
Fica dificil saber o valor de um elevador quebrado quando o tempo está contra você.
Acordar apenas uma hora antes da primeira picada de cartão é algo que complica a sua vida numa cidade como essa. Sorte ainda ter o passe do metropolitano.
Crescer é natural!
A voz da velha mãe ecoa em meio as buzinas: "seu futuro é a cidade grande".
A gatinha que senta ao lado é a sorte do dia. "Caçador de Pipas", deve ser um bom livro... todas elas lêem. Quando arrisca o buzão, o bom deus sempre lhe presenteia um camelô que não gosta de banho.
Trabalhar é algo normal!
O bom e velho mundo corporativo. A parte ruim é ter que usar o terno surrado. A sala sem ventilação, no fundo do corredor, na qual o ocupante mais ilustre é a "ultima geração em copiadoras a laser", não é um ambiente propício para um paletó escuro... sorte ter uma gravata. O tecido barato é o lenço improvisado que pediu a deus, ruim é o cheiro.
A celulose precisa de calor contra a umidade; como disse o técnico: desliza melhor entre as engrenagens. Algo como dizer que o cérebro do diretor funciona melhor no ar condicionado.
Voltar pra casa é necessário!
A parte boa é não ter que se preocupar com o relógio. O ônibus é a opção. Quando o papo das domésticas não é atraente, um cochilo é sempre bem vindo.
Quanto vale um elevador quebrado?
No mínimo, a mensalidade de uma academia.
Subir... subir... sumir.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Crise?

Tá, como diria Raulzito: "se é pra fazer sucesso..." então vamos lá!
Lugar comum: Crise Econômica Mundial
Primeiro o nome: econômica. Acho um exagero dizer isso, a crise é, em essência financeira, que como a hidra, tem muitas cabeças.
Uma cabeça: a "crise dos economistas"!
Quem ainda não se cansou de ver esses corvos nos programas de TV fazendo suas análises? Essa gentalha miserável de cérebros atrofiados e bolsos sedentos pelas esmolas oferecidas pelos ratos do capital financeiro.
Economistas, lhes faltam culhões!
Quem ainda não se cansou de ver esses corvos nos programas de TV fazendo suas análises? Essa gentalha miserável de cérebros atrofiados e bolsos sedentos pelas esmolas oferecidas pelos ratos do capital financeiro.
Economistas, lhes faltam culhões!
Ah, os ratos! Como não lembrar desses seres que gargalham enquanto compram pareceres, pagam reportagens e almoçam com políticos corruptos em seus castelos.
( que me perdoem os pobres roedores) Todos já sabem que é um barco furado. A tendência é só piorar!
O Estado como regulador - solução gritada a quatro cantos nesses tempos de tormenta.
Melhor consultar um economista. Será que ainda existe algum que tenha culhões?***Obama! Salvação!
Esse sujeito, ainda na época das prévias, já me causava náuseas todas as vezes que aparecia na televisão, ele e seu sorriso fabricado; para completar, o cara ainda tem boca-de-chupa-ovo, como diria minha mãe.
Quantos bilhões de dólares eles vão liberar? Centenas e centenas...
Esse sujeito, ainda na época das prévias, já me causava náuseas todas as vezes que aparecia na televisão, ele e seu sorriso fabricado; para completar, o cara ainda tem boca-de-chupa-ovo, como diria minha mãe.
Quantos bilhões de dólares eles vão liberar? Centenas e centenas...
Os mais pessimistas dizem que com 150 bi, resolve-se, para sempre, o problema da fome no mundo...
Quem queremos salvar? Quem o Obama quer salvar?
Quem os economistas querem salvar?

*** Hoje em dia não sei se ainda tem algum economista com culhões, mas me lembro do ultimo que conheci: Aloysio Biondi.
Jornalista e Economista, nascido em Caconde, que merece todo o meu respeito e admiração.
Acessem: http://www.aloysiobiondi.com.br/
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Abaixo, o velho rio. Como todas aquelas vidas, como todos aqueles sonhos, vão e vão. Os pés maltratados e sujos. Quantas feridas. Passos largos e rápidos, hoje doentes e cansados. Quantos amores. Fardo pesado daqueles que mais foram amados do que verdadeiramente amaram alguem, talvez poucas. Quantas mulheres. Velho, talvez menos do que pareça, mas muito mais do que mereça. Sozinho, não por falta, mas por escolha. Um ultimo vôo, não como aquele da bebida barata. Quantas noites. O sol queima a vista cansada, um salto e nada mais vale a pena.
Hércules Del Marco
des-CONTO
Acordou... era cedo!
Não que fosse o costume ou até mesmo o gosto, mas era necessário. Trabalhar naquele pedágio nunca seria como o emprego na Estação Espacial, o qual sonhara quando ainda era pequeno. O teto era o mesmo, só que de outra forma. Quando se voltou para o lado: parede. Sua mãe, sua amada mãe, mudou a cama de lugar. E agora? Sempre se levantava pelo lado direito da cama, mas agora, parede. O que fazer? Pensou em arrastar a cama, mas para isso precisaria se levantar pelo esquedo. Confusão. Uma idéia: arrastar a cama forçando os pés na parede. Feito! As marcas dos pés ficaram lá, na parede. Não costumava tomar banho nessa época do ano. O barulho acordou a velha, que do seu quarto fétido no fundo do pequeno apartamento, murmurou palavrões incompreensiveis e pigarrentos. Vagabundo!
Um pão murcho e uma xicara de café amargo - o velho conhecido gosto de cigarro! A velha não abandonara o vício, mesmo depois do efisema. Dois ônibus e uma carona dos rodoviários.
Obras na pista. Pobres rapazes das bandeiras e dos cones! Nesse momento uma fagulha de orgulho brilhava em seus olhos.
"Bom dia senhor! Uma boa viagem!"
Fábio Fantini
(escrito em 26 de Agosto de 2008)
Não que fosse o costume ou até mesmo o gosto, mas era necessário. Trabalhar naquele pedágio nunca seria como o emprego na Estação Espacial, o qual sonhara quando ainda era pequeno. O teto era o mesmo, só que de outra forma. Quando se voltou para o lado: parede. Sua mãe, sua amada mãe, mudou a cama de lugar. E agora? Sempre se levantava pelo lado direito da cama, mas agora, parede. O que fazer? Pensou em arrastar a cama, mas para isso precisaria se levantar pelo esquedo. Confusão. Uma idéia: arrastar a cama forçando os pés na parede. Feito! As marcas dos pés ficaram lá, na parede. Não costumava tomar banho nessa época do ano. O barulho acordou a velha, que do seu quarto fétido no fundo do pequeno apartamento, murmurou palavrões incompreensiveis e pigarrentos. Vagabundo!
Um pão murcho e uma xicara de café amargo - o velho conhecido gosto de cigarro! A velha não abandonara o vício, mesmo depois do efisema. Dois ônibus e uma carona dos rodoviários.
Obras na pista. Pobres rapazes das bandeiras e dos cones! Nesse momento uma fagulha de orgulho brilhava em seus olhos.
"Bom dia senhor! Uma boa viagem!"
Fábio Fantini
(escrito em 26 de Agosto de 2008)
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Pero Fernandes Quæ Sardinha
Carne branca
Carne boa
Errante, decadente
Tetro trágico, cruento
Homens de outrora com dente
Terror da noite na terra
Ua Brari em roda-festa
Oh, mãe!
Que filhos loucos pariste
Na terra onde o pai não é lei
O servo é servido ao ponto
Pro povo, ainda sem rei
Abaporu,
que mais te afliges hoje?
Um barco, que dia outro verei?
Carne branca
Carne boa
Errante, decadente
Tetro trágico, cruento
Homens de outrora com dente
Terror da noite na terra
Ua Brari em roda-festa
Oh, mãe!
Que filhos loucos pariste
Na terra onde o pai não é lei
O servo é servido ao ponto
Pro povo, ainda sem rei
Abaporu,
que mais te afliges hoje?
Um barco, que dia outro verei?
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Controle
Nem sempre é assim
Porque acreditar é preciso
Luzes, faqueiros, vodkas e anjos
No céu um judeu tem o comando
Remoto, inerte
Nostalgia de um dia triste
Coração
Furia apaixonada
Vida sem sentido
No final, nada
Fé cheia de vazio
Morte, sempre ela
Sozinho
Porque acreditar é preciso
Luzes, faqueiros, vodkas e anjos
No céu um judeu tem o comando
Remoto, inerte
Nostalgia de um dia triste
Coração
Furia apaixonada
Vida sem sentido
No final, nada
Fé cheia de vazio
Morte, sempre ela
Sozinho
Hércules Del Marco
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